Saúde

Doação de sangue após os 70: nova regra já permite que idosos continuem doando

Norma elimina o limite máximo para doadores regulares, reduz prazos após alguns procedimentos e amplia a triagem para malária.

Doação de sangue após os 70: nova regra já permite que idosos continuem doando
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Pessoas com mais de 70 anos que já doavam sangue regularmente podem continuar fazendo doações no Brasil. A mudança entrou em vigor em 30 de setembro de 2026, com a Portaria GM/MS nº 11.685/2026.

Até então, mesmo doadores habituais precisavam interromper as doações ao atingir o limite de idade. Agora, a idade deixa de ser um impedimento automático para quem já possui histórico de doação e continua apto após avaliação clínica.

Segundo o Ministério da Saúde, a atualização acompanha o envelhecimento da população brasileira e reconhece que pessoas idosas em boas condições de saúde podem continuar contribuindo para os estoques de sangue.

Quem passou dos 70 poderá doar?

A nova regra não significa que qualquer pessoa com mais de 70 anos poderá realizar sua primeira doação.

A flexibilização é voltada principalmente para doadores regulares, que já possuem histórico de doações. Mesmo para eles, a avaliação antes de cada coleta continua obrigatória.

Condições de saúde, uso de medicamentos e outras situações que possam representar risco para o doador ou para quem receberá o sangue seguem sendo verificadas durante a triagem.

Tatuagens e procedimentos estéticos têm novos prazos

A regulamentação também reduziu o período de impedimento após tatuagens, maquiagem definitiva e alguns procedimentos estéticos, como aplicação de toxina botulínica, preenchimento e microagulhamento.

A doação poderá ser realizada após sete dias quando o procedimento tiver ocorrido em estabelecimento que siga as normas de segurança. Quando isso não puder ser comprovado, o prazo será de quatro meses.

Para piercing na boca ou na região genital, permanece a necessidade de esperar quatro meses após a retirada.

Também houve redução de seis para quatro meses no período de espera após procedimentos como endoscopia e uso de anabolizantes sem prescrição médica.

Sangue doado passa a ter teste para malária

Outra mudança é a inclusão obrigatória da pesquisa de malária nas amostras de sangue coletadas por meio do NAT Plus, tecnologia desenvolvida por Bio-Manguinhos/Fiocruz.

O sistema, já utilizado na triagem para HIV e hepatites B e C, também passa a detectar o parasita causador da malária.

Com isso, o período de impedimento para pessoas que estiveram em determinadas áreas de risco para a doença pode ser reduzido para 30 dias. Antes, a espera poderia chegar a 12 meses.

O que observar antes de doar

Mesmo com a ampliação das regras, a liberação continua dependendo da avaliação feita pelo serviço de hemoterapia.

O candidato deve estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto.

Para pessoas acima dos 70 anos que já possuem histórico de doações, a orientação é consultar o hemocentro onde costumam doar e verificar as regras aplicadas ao seu caso.

A principal mudança é prática: a idade, sozinha, deixa de encerrar automaticamente a trajetória de quem já é doador regular. A continuidade passa a depender das condições de saúde e da avaliação feita no momento da triagem.

Fontes:

  • Ministério da Saúde, Portaria GM/MS nº 11.685, de 2 de julho de 2026.
  • Ministério da Saúde, informações sobre as novas regras para doação de sangue por pessoas com mais de 70 anos.
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária, orientações sobre a entrada em vigor da nova regulamentação em 30 de setembro de 2026.

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